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Crescimento de habitação de interesse social no Nordeste é destaque no Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores

O Nordeste é a região onde os investimentos e o número de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida mais cresceram nos últimos dois anos. Especialistas, representantes do governo e da Caixa Econômica Federal apresentaram dados e discutiram a habitação de interesse social durante o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores | Região Nordeste, que começou nesta quinta-feira (5), em Salvador.

“Vivemos o melhor momento da história da habitação de interesse social. Isso foi construído ao longo de muito tempo, com várias mãos e com trabalho conjunto com o setor público”, afirmou Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, durante o painel O Programa Minha Casa, Minha Vida e a busca da diminuição do déficit habitacional na Região Nordeste – Histórico e Perspectivas.

Nas seleções mais recentes do programa, foram contratadas 291 mil novas unidades nas linhas subsidiadas, das quais mais de 140 mil estão localizadas no Nordeste. Atualmente, a Caixa realiza cerca de 3.500 novos contratos de financiamento habitacional por dia no país, sendo 742 em estados nordestinos.

O secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, apresentou dados dos últimos três anos do novo Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, a meta inicial de 2,2 milhões de unidades contratadas foi alcançada antes do prazo, e o objetivo agora é atingir mais 1 milhão de moradias até o fim de 2026. Ele também destacou que o recorde histórico de contratações anuais de financiamentos ocorreu no Nordeste, em 2024.

Segundo o secretário, um dos principais avanços do programa foi ampliar o acesso das famílias de menor renda ao financiamento habitacional. “Estamos atendendo famílias que antes não conseguiriam financiar um imóvel. O mais importante em termos de política pública é sair do aluguel e pagar menos no financiamento. Conseguimos atingir o público da faixa 1, com renda de até R$ 2.850”, afirmou.

“O ano passado registrou R$ 246 bilhões em financiamentos habitacionais no Brasil. O Nordeste é uma região que precisa de tratamento especial para ampliar o acesso das populações mais carentes, especialmente nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida”, explicou Alexandre Cordeiro, superintendente nacional de Engenharia da Caixa Econômica Federal. Ele participou do painel Os desafios para a operacionalização do PMCMV na região Nordeste – o papel e as ações da Caixa, ao lado de Guilherme Fortes, vice-presidente da CBIC para a Região Nordeste.

Para apresentar as estruturas de financiamento disponíveis pela Caixa, participaram do painel Oportunidades de crédito para as empresas Rodrigo Bampi, superintendente nacional de Atacado da instituição, e Ricardo Lima, superintendente executivo empresarial Norte e Nordeste. Eles detalharam alternativas de funding para a construção, como FIDC e Pró-Soluto, voltadas a ampliar o financiamento das obras. “O primeiro Finep da Caixa, voltado à inovação e melhoria de processos, foi concedido a uma construtora do Nordeste”, destacou Lima.

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